sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O PALCO - blog/jornal
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Marcel Marceau e a Mímica
que ótimo encontrar vocês na oficina de Mímica!! Fiquei muito feliz de ver que vocês estão dando continuidade ao teatro em suas vidas e feliz de saber que vamos passar um bom tempo juntos nos descobrindo.
O que acharam do primeiro encontro? Pra mim foi uma delícia, é sempre bom estar em um lugar onde você pode errar e aprender, voltar do ponto de partida e perceber que você ainda não sabe NADA.
E cá entre nós... esse negócio de mímica é bem difícil! Eu devo ter quebrado umas 3 xícaras, uns 4 copos, 2 garrafas, pedi carona pra estranho... rs. Mas consegui sair com minha primeira lição: o OLHAR. Se você vê os objetos tudo fica mais fácil e induz o olhar do espectador também.
Pra finalizar, deixo um vídeo de um mestre da mímica que descobri por acaso esperando uma consulta no oftalmologista. Marcel Marceau (foto no título do blog). Ele estudou com o Étienne Decroux (a Iris comentou sobre ele) e também se inspirou nos clowns da Commedia Dell'arte italiana. Muito bom!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Criação
Já está chegando o dia do espetáculo de conclusão da nossa oficina teatral. E também estamos com a criação entalada na artéria venal do coração. Apesar do texto ter sido adaptado e muito simplificado as personagens ainda possuem uma grande profundidade que é tão grande quanto a capacitade de enxergar desenhos em nuvens, já que as cenas e as falas foram levadas até o mais simples e essêncial. Devo acreditar também que foram levadas até a maior qualidade possivel e vou agora me ultilizar de palavras da Clarisse Linspector pelo meu argumento "Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho". Pois essa nossa simplicidade terá de ser o nectár puro da criação, já que não somos dotados de tecnicas nem de grande conhecimento teatral nos restará o maximo de nossa humanidade a flor da pele nesta nossa religião, neste nosso ritual, onde nenhum pensamento será escondido frente ao publico. Apenas tenha a vaga impressão de estar com vergonha ou por demais orgulhoso de si e o publico perceberá, e se não perceber não é bom publico, nem nós estaremos atores (como me ensinou minha amiga Iolanda). Acredito também que temos que brincar, já que não se pode compreender plenamente outro ser-humano, podemos apenas compreender a nós mesmo e através de muito trabalho (como me ensinou a Clarisse Linspector), devemos fingir que acreditamos ser outra pessoa pelo que podemos compreender de nós mesmos através de nossos sentimentos espelhados no outro ser humano. O processo será dificil e está sendo prazerosissimo! Espero que possamos dar conta deste nosso trabalho e entrega-lo junto a muito amor para o publico afim de sanar a ele e a nós mesmos.
Sorte! Amor! E muita merda para todos nós!
Junto a gente da conta... ;D
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Inscrições Prorrogadas

Pessoal!
As inscrições para as oficinas do projeto Tecendo Arte foram PRORROGADAS até o dia 28/10.
Quem já se inscreveu, é aconselhavel reenviar a carta de interesse em virtude de um problema técnico que ocorreu. A inscrição já pode ser feita através do site:
www.grupotecelagem.com.br/inscricao.html
Aproveitem e divulguem para quem possa estar interessado.
abraços!
domingo, 11 de outubro de 2009

APROVEITEM, DIVULGUEM!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A arte livra-nos ilusoriamente da sordidez de sermos.
O amor, o sono, as drogas e intoxicantes, são formas elementares da arte, ou, antes, de produzir o mesmo efeito que ela. Mas amor, sono, e drogas tem cada um a sua desilusão. O amor farta ou desilude. Do sono desperta-se, e, quando se dormiu, não se viveu. As drogas pagam-se com a ruína de aquele mesmo físico que serviram de estimular. Mas na arte não há desilusão porque a ilusão foi admitida desde o princípio. Da arte não há despertar, porque nela não dormimos, embora sonhássemos. Na arte não há tributo ou multa que paguemos por ter gozado dela.
O prazer que ela nos oferece, como em certo modo não é nosso, não temos nós que pagá-lo ou que arrepender-nos dele.
Por arte entende-se tudo que nos delicia sem que seja nosso — o rasto da passagem, o sorriso dado a outrem, o poente, o poema, o universo objectivo.
Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Livro 1, pág. 226
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Teatro Religião
O teatro teve seu inicio histórico na Antiga Grécia nos cultos ao Deus do vinho Dionísio. Ao longo do desenvolvimento dos cultos foram surgindo diretores de coro, quais organizavão as procissões, e mais tarde foi inserido o uso de mascaras. Os participantes do culto a Dionísio bebiam vinho, cantavam, dançavam, e representavão cenas mitológicas ligadas ao Deus. (Era um inferninho que a galera organiza pra dar uma relax ehehe brincadeira, longe disso, era algo muito bem "moldado", mas pra dizer a verdade não sei que eu não estava lá, ok?)
Sinto o teatro de fato como a uma religião, uma religião de artistas, onde; como disse a Mariza; "Todos nós nos juntamos para servir a algo maior". Para um momento de comunhão e de encontro com nosso "eu" verdadeiro (que está lá no fundo protegido por zilhões de armadilhas que montamos pelo fato de sermos burros ou incapazes). Este momento de comunhão para servir a algo maior nos possibilida ter uma leve experiência de plenitude e de não solidão, de amor, de união, de carinho, de troca, de sinceridade, onde sentimos (como fazem os artistas; o coração da sociedade) ao invés de apenas raciocinarmos, em suma; uma experiência de plenitude...
Sinto o teatro como uma religião de artistas...
Beijos... já estou com saudades!